jOÃO PEDRO CAMPEÃOOOO!

Agora somos INTIMUS

Agora somos INTIMUS

Não temos mais segredos...

Não temos mais segredos...

Só nós dois!

Só nós dois!

Valeu pela visitinha!

Vc enxerga de longe?

Vc enxerga de longe?

Vamos rir um pouco?

Vamos rir um pouco?

Dá um tempo, André!

Dá um tempo, André!
Mostrando postagens com marcador Fábio.Pós Clínica Psiquiátrica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fábio.Pós Clínica Psiquiátrica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de maio de 2010






















Eu precisava falar também, mas ninguém se interessava pela minha desventura.Precisava falar que me sentia só e abandonada.Queria um amigo; o meu amigo que havia se transformado em inimigo.Odiava o Amor! Gostaria de jogá-los num paredão e gritar:
- Pro inferno o Pedro, o Chico e todos vcs.Como poderei acabar com a vossa solidão se sou orfão de pai e mãe? Se estou vazia e mesquinha? Pobre de nós, urubus , que se alimentam do sofrimento alheio.Enquanto há lixo só nos resta a carniça, porque vivemos da própria.





















Levantei os olhos perdidos naquele batalhão de saúde que dançava alucinadamente, rebolando por todos os cantos do corpo no ritmo do chicléts.Eu estava numa danceteria pela primeira vez e toda a minha energia se dilacerava enquanto ele morria e eu me matava por dentro.Nossas músicas e nossas dores sendo interpretadas por personagens alheios a nós.
Fazia três meses que não o amava mais.Não merecia mais sofrer!
Continuarei sua como uma viúva que se satisfaz apenas em recordar o passado vivo, mas que conserva para o mundo a sua virgindade sepucral.Tantas caras e caretas num bonito mundano enquanto éramos tristes, pobres e feios na Fita! Feios por não possuírmos mais o brilho da vida.Última música da noite e ofereci a ele.Ele quem? Perguntaram.Um Zé Ninguém que vivia muito distante do planeta Terra.Alguns riram achando que eu estava bêbada.
- Ofereço esta música para um voador do espaço...
Nisso me empurraram na multidão e fui confundida com o som na pista muito louca.
Saí pela rua sozinha na noite fria da Mooca.Usava uma mini saia, meia fina,bota com salto e um casaco preto.Só faltava beber.Só faltava fumar...Parecia uma meretriz sem coração, vazia de sexo e á procura de amor.
Queria minha mãe.Um nojo daquela gente dançante!Quase vomitei.Nojo do caminhão, da fábrica, da minha impotência diante de tanta loucura...Deus era mau.Voltei pra casa, escorreguei na porta e dormi no chão.













Como estaria vc? Talvez estivesse feliz em se encontrar incluído na lista dos psicopatas da vida .E eu quero mais que vc se expluda dentro daquela cumbuca de debilóides, com sua camisa de força florida com golinha role.O Haldol e vc...Pro inferno os dois!Cuspo em sinal de protesto.Droga de droga que vc se tornou.E me ignora como se eu fosse igual.Odeioooooooooo vc! Morra antes que me mate.




















Precisava lhe escrever algo.Faz exatamente dois meses que não percebo o seu corpo no meu.Um milhão de minutos que não te toco.Sua alma penada me persegue no espelho, no quarto escuro e na imensidão da nossa rua desencantada de saudades.Miragens de uma apaixonada.Eu queria te encontrar e dizer o que me espanta neste momento...que amo ainda mais loucamente um louco!






















Os dias foram passando nos corredores congelados daquele hospital onde não batia sol e onde a esperança não visitava ninguém.E eu no mesmo portão de casa olhando a mesma rua e imaginando o que estaria fazendo tão distante do mundo.
Fazia um mês que não nos víamos.Um mês que estava sendo alimentado por calmantes excessivos; por delírios extremos e por caras monstruosamente deformadas num estilo bicho e um tanto débil de ser.